OOoCon2008 - Uma aventura na China - parte II

Tem o inicio oficial OpenOffice.org Conference 2008, no dia 5 de novembro, em Beijing - China. Para os que se perguntam de porque Beijing e não Pequim, Beijing é a adaptação pelo método PinYin para o nome em chinês, que para o ocidente resultou Pequim, apesar de ser o mesmo lugar. Como todos os palestrantes e muitos participantes estavam hospedados no mesmo hotel, o Beijing Friendship Hotel, foi montada a recepção no próprio salão do hotel, onde foi fornecido o material do evento, orientações e em seguida, o ônibus que levaria para o local da abertura.

Claudio ao lado do banner na recepçãoDaqui, saímos para a abertura, que foi feita na Diaoyutai State Guesthouse, onde contou com com a participação da comunidade, governo e desenvolvedores. Participei dos anos anteriores em Lyon, França (2006) e Barcelona, Espanha (2007), e fiquei admirado do volume de pessoas que estavam presentes, a organização da mídia, o local e participação de pessoas do Governo da China. Foi a primeira vez que vi um envolvimento tão grande de governo num evento.

Salão de abertura do evento. Salão de abertura do evento. Salão de abertura do evento.

No período da manhã, foi seguida da consideração de várias pessoas, num ambiente extremamente formal, com tradução simultânea para chinês e inglês. Por parte da comunidade(ou os estrangeiros), falaram o Louis Suaréz-Potts, Michael Bemmer, ambos da Sun Microsystem, e Michael Karasick, da IBM. Nas respectivas apresentações, a IBM apresentou seus trabalhos, seguido do anúncio do ODF Toolkit Union, junto com o Michael Bemmer, que seguiu sua apresentação apresentando as novidades do OOo.

Bandejão japonêsTerminado as apresentações, foi hora de ir para a Universidade de Pequim, onde almocaríamos e teria a seqüência das palestras no período da tarde. No caso do almoço, foi outra aventura a parte. Ao lado, deixo uma foto do nosso bandeijão, do refeitório da Universidade. Se não fosse pelo muito estranho prato, o cheiro era diferente, e o gosto mais ainda! O tempero chinês não leva nem sal, nem açucar, mas sim, PIMENTA! É uma comida "muito quente", como diria o baiano. Se isto já não fosse um problema, fomos buscar os talheres. Que talheres??? Pauzinhos! Não existia garfo, faca ou colher para os ocidentais comerem. Depois de uns 15 min. de tentativa, e com caimbra nos dedos, conseguimos comer alguma coisa daquele prato tão peculiar.

No período da tarde, consultei o programa e segui a seguinte linha: What's New in OpenOffice.org 3.0?, Building Windows OOo on Linux: Madness, or The Way?, OpenOffice.org in Spain, e a minha, BrOffice.org in the Brazilian public administration.

Na seqüência, não vi muito interessante (ou realmente novo) a palestra do "What's new in OOo 3.0". Quem acompanha a página do OOo Ninja, se põe a parte de todas as novidades. Depois, teve a palestra sobre compilação cruzada de OOo para windows em linux. Foi curioso ver que teve algo como umas 150 pessoas querendo assistir. Tiveram que trocar de sala com o pessoal da sala 1, que tinha 50 lugares. Nunca tinha visto tanta gente interessada em ver um tema como este. Para quem já teve a experiência de compilar o Broo, seja em qualquer sistema operacional, é uma aventura. No final, a resposta é que não é possível, mas foi apresentada ótimas idéias para desenvolver este trabalho sobre o windows. Na continuação, vi a palestra do Jesus Currios, da Catalunha - Espanha, a primeira comunidade a fazer uma tradução/localização de OpenOffice.org no planeta. Como atualmente estou vivendo na Espanha, quiz acompanhar mais sobre o assunto, até mesmo para participar desta comunidade, mas vi que ele não tinha informações plausíveis além da sua região. Por fim, chegou minha vez de apresentar. Foram poucas pessoas, mas todas bem interessadas em entender o que acontece no Brasil. Me chamou a atenção um pessoal da Rússia e da África do Sul, perguntando e interagindo. Ah! Também havia um rapaz de um grupo de usuários Linux chinês.

Restaurante, comendo 'Pato de Pequim'Ao final, estava tão cansado pelo trabalho de tradução constante, visto que o idioma é somente inglês, que os que não tem prática como eu, chegam ao final do dia exaustos. Deixei de lado a última apresentação e fui para o hotel. Ao sair, vi o pessoal de Camboja por ali, e pedi uma carona. Javier, um chileno que foi embora para Camboja, e que lá ficou, iniciou a tradução do OOo e outros softwares para o cambojano. Ele queria comer "Pato de Pequim", uma iguaria gastronômica, e me convidou para jantar com eles. Na saída do hotel, encontramos a turma do Japão e Kami, da Hungria. Na foto ao lado, da esquerda para a direita, temos Maho Nakata, líder do QA do OOo, dois cambojanos que não lembro o nome, na frente tem o Kálmán Szalai, também conhecido como Kami, responsável pelo OxygenOffice Professional, Kazunari Hirano, contato de marketing do Japão, EU! =) , outro colega japonês, q não lembro o nome, e Javier Sola, chileno que vive em Cambojia.

E, depois de conversar muito e apreciar uma outra face da culinária chinesa, regressamos para o hotel para encarar mais um dia no evento.

Quando der, conto como foi. ;-)

Claudio

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